terça-feira, 18 de setembro de 2012

boletim fle 18 set 2012


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Sendo certo que as primeiras oportunidades são muito importantes, as segundas oportunidades são também elas essenciais em termos da justiça social que a educação deve promover.

No entanto, e apesar disso, os estudos internacionais têm demonstrado que quando a primeira oportunidade falha e o jovem vê comprometida a sua educação básica, são excepcionais as situações em que ele consegue recuperar e "apanhar" os seus pares no resto do seu percurso académico ou laboral.

Mas também existem casos de sucesso e o Canadá é um deles. Para resolver os problemas da sua população emigrante, este País tem vindo a reinventar soluções para os jovens que se debateram com problemas ao nível da sua escolaridade básica.

Conclui o estudo e a OCDE que esta boa e promissora notícia se deve à qualidade das ofertas de segunda oportunidade, à flexibilidade e inovação que o sistema canadiano tem vindo a desenvolver no seu desenho curricular e à medição dos resultados das aprendizagens. Fica assim a certeza de que as segundas oportunidades, afinal, podem ser mais do que uma certificação e tornar-se numa boa ferramenta para uma verdadeira segunda chance.

No relatório sobre a Economia Portuguesa e agora no estudo "Education at a Glance", a OCDE sublinha a importância da certificação escolar que as Novas Oportunidades ofereceram a milhares de jovens que não tinham conseguido inicialmente ou estariam em risco de não terminar o seu percurso educativo com sucesso. Foi assim que em 2010 a taxa de conclusão do ensino secundário ultrapassou os 100%, o que representa um aumento de 41 pontos percentuais por comparação com 2008 e, se considerarmos apenas os jovens estudantes, a taxa de conclusão do ensino secundário para os que se encontravam no ensino regular foi em 2010 de 66,8% e de 63,2% em 2011 (note-se que a média da OCDE é de cerca de 75%).

Estes números são expressivos mas também inquietantes, porque nos obrigam a pensar no elevado número de jovens aos quais ainda não conseguimos proporcionar uma educação de qualidade em percurso regular e na idade certa. Mas são também encorajadores e reflectem a enorme preocupação social em resolver, mesmo que tardiamente, os problemas com os quais eles se debatem. Mas são, sobretudo, uma enorme responsabilidade por sabermos que só estaremos verdadeiramente a colmatar esta deficiência do nosso sistema, se estes jovens recuperarem o que não aprenderam na primeira oportunidade ficando em linha com os seus pares. Isto pressupõe a medição de aprendizagens e muita ambição ao nível da definição das metas destes programas. Mas só desta forma a segunda oportunidade terá valor e será mais do que uma redução do direito à educação ao direito à certificação.


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